A freguesia de santo antão no século XIX. irmandade-devocão e procissões. P198

             Existem ainda essas Caixas nas ruas Henrique Dias, Ma-
jor Lins, Agamenon Magalhães, José Augusto, Joaquim Nabuco
e dos Maués, esta ultima na estrada para Caiçara.
            Era costume sair, nas segundas-feiras, um procurador ou
esmoleiro da Irmandade, de opa, pedindo, de porta em porta, um
óbulo para o azeite do Bom Jesus, e nas sextas-feiras, para a
missa das almas.
          IRMANDADE DE N. S. DO LIVRAMENTO Ereta na Ca-
pela dessa invocação, compunha-se de mestiços e possufía um
pequeno patrimönio em terras, que foi vendido em 1921.
            Usava opas de cor creme e sobre as mesmas, murça azul.
Mantinha o culto à Virgem do Livramento, sua padroeira, na Ca-
pela onde estava sediada.
           Seu último "Compromisso" foi aprovada pela Lei provin-
cial n.° 392, de 1 de junho de 1856.
Dissolvida em 1887, pelo bispo diocesano, por não cumprir
seus Estatutos, não deixou qualquer vestigio ou lembrança.
     IRMANDADE DE N. S. DO ROSARIO DOS HOMENS PRE-
TOS-Já existia em 1755, quando o Capitão-mor Antonio Jacob
Viçoso e sua mulher d. Manuela Torres Galindo Ihe doaram uma
sorte de terras, em que se achava encravada a Vila, para seu
patrimônio e da Igreja de N. S. do Rosário, com a finalidade de
manter dita Igreja aberta ao culto e celebrar a festa da Virgem
do Rosário.
        Seu último Compromisso é datado de 1853 e foi aprovado,
na parte religiosa, em 29 de março de 1859, pelo bispo diocesano
Dom João da Purificação Marques Perdigão.
         
          Por ele, obrigava-se a Irmandade a: 1.) realizar anualmen-
te a festa de sua padroeira; 2.°) manter um Capelão que devia
celebrar missa na Capela do Rosário, sendo nos domingos e dias
santificados na intenção dos doadores do patrimônio, e nos sá-
bados, pelos "Irmãos" vivos e defuntos; 3.) acompanhar os en-
terros dos ditos Irmāos e dar-lhes sepultura benta.
             Usava a Irmandade de N. S. do Rosário opas brancas,
com murça ou gola de cor marron.

       DEVOÇOES- Aglomerado de rurícolas semi-dispersos em
plena zona da mata-centro, sem meios de comunicação com a
Capital, a povoação de Santo Antão não teve, de certo, no inlcio
de sua formação, assistência religiosa regular e permanente.
            Nos domingos e dias santificados, talvez mesmo em dias
Comuns, os mais devotos se reunissem na capela de Santo Antad
para rezar o terço e fazer novenas e preces.
Vez por outra, vinha algum sacerdote da paróquia menos
distante,- da Luz, de São Lourenço ou de Santo Amaro, (Ja

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           "Sim, Exmo. Snr., se o Magistrado policiador e reto             deve ser removido, então infeliz do Brasil, que de cer-     ...