tos gerais, e até armados, no interior da Província, muitos deles
degenerando em conflitos.Eis como o Prefeito da Comarca de Santo Antão descreve
esses movimentos:
"lImo. e Exmo, Snr.
Constando-me que os habitantes da Comarca do Bo-
nito estão revoltosos, negando obediência às autorida-
des, soltando os presos, que descem, e protestando
que não deixarão passar um só, sob o frívolo pretexto
de se querer escravizar quantos descem, e que esse
mal se tem estendido até o pé da serra das Ruças,
extrema desta Comarca, e receando-me de que esse
contágio venha a contaminar os habitantes da nossa,
dirijo-me a V. Exa., fazendo ver que nesta Prefeitura
não se acham armas de qualidade alguma para repe-
lir qualquer insulto que possa aparecer, vindo de fora,
ou surgindo mesmo dentre os habitantes; pois que es-
sa canalha é matéria sempre disposta para tudo que
cheira a novidade, principalmente desta natureza, do
que eu infelizmente tenho conhecimento por experiên-
cia própria: vou, portanto, pedir a V. Excia. algum ar-
mamento e cartuchame para o que puder acontecer.
"Segundo as informações, o mal começou em Carua-
ru e tem já grassado rapidamente até Panelas, e se
não for sufocado em princípio trar-nos-á uma segunda
cabanada."
Mais completas informações fornece-nos a correspondência enviada pelo Prefeito interino da Comarca do Bonito ao de Santo Antão, em 8 de fevereiro de 1838:
"l Imo. Snr.
"Não posso deixar de congratular-me com V. Sia. pe-
1o prudente e acertado passo de requisitar ao Exmo.
nr. Presidente uma Força para conter os excessos
dqui cometidos pela gente da última ralé, sem outra
OIsa que a de não quererem que se recrute seus T
nos e parentes, servindo então de pretexto a celebre
Lei do Cativeiro, pois assim apelidam ao artigo da
Lei de 11 de outubro de 1837, passando de murmur
goes a fatos. No dia 25 do p. passado, eles se reun
ai em número de cento e tantos, postaram piquetes
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