A freguesia de santo antão no século XIX. irmandade-devocão e procissões. P194

            7) Capela de N. S. da Luz, no engenho Queimadae
                    em bom estado e sofrivelmente paramentada.
            8) Capela de N. S. do ROsario, n0 engenho Cacim-
                 bas, muito arruinada, sem imagens e paramentos
            9) Capela de Santa Ana, no engenno Santa Ana, em
                 ruinas e sem paramentos
           10)Capela de N. S. do Rosário, no sitio Caiçara, em
                bom estado e com paramentos ordinários.

      Era comum, no século pássado,--quando o sacerdócio
católico era abraçado nem sempre por vocaçao religiosa, mas
por conveniência de familias que, desejando ter um filho padre
escolhiam, na prole, o que Ihes parecia maiS Indicado,- encon-
trar sacerdotes sem munus paroquial, contratados por senhores
de engenhos como capelaes e mestres-escolas.
      Não era raro aparecer, nos jornais da capital, anúncios de
sacerdotes como o estampado em "O Liberal Pernambucano" de
19 de novembro de 1855: "O padre Tomas de santa Mariana
Jesus MagaIhães se oferece para ser capela0 para aquele senhor
de engenho que quiser utilizar as missas, e mais atos próprios
do ministério sacerdotal, e para ensinar primeiras letras, doutri-
na cristā, aritmética, gramática da lingua portuguesa, gramática
da lingua latina, música e frances. O senhor de engenho que
quiser pode procurar o anunciante na casa de sua residência,
na Rua da Concórdia, das 9 horas da manha em diante, de qual-
quer dia."

          Outra figura encontradiça por essa época é a do padre-
agricultor que, tendo adquirido pequena propriedade, passava a
dividir o seu tempo entre o trabalho rural e o ministério ecle
siástico, este muitas vezes reduzido a simples celebração da
missa, nos domingos e dias santos.
       Eis por que, no Relatório do padre João Evangelista sobre
sacerdotes residentes na freguesia de Santo Antão em 1851, apa-
recem os seguintes:
       1) José Camelo de Sá Cavalcanti, de 78 anos, mora-
           dor na cidade, vigário colado da freguesia, mas
           isento da administração paroquial desde 18 de de-
           zembro de 1850, pela sua avançada idade.
      2) João Evangelista Leal Periquito, de 53 anos, VIga-
           rio interino da freguesia.
      3) Joaquim dos Prazeres Brayner Lins, de 50 anos,
          coadjutor da freguesia.
     4) Serafim Cipriano Veríssimo dos Anjos, de 29 anos,
         residente na cidade.
p194

Nenhum comentário:

Postar um comentário

p182

           "Sim, Exmo. Snr., se o Magistrado policiador e reto             deve ser removido, então infeliz do Brasil, que de cer-     ...